Pular para o conteúdo principal

Aventuras com SpringRoo no mundo real

Há alguns dias entregamos a primeira fase de um Projeto desenvolvido utilizando o Spring Roo. Nesse post vou compartilhar essa experiência.


O Projeto
Primeiro detalhe, só pra variar, o tempo bem escasso. A idéia era disponibilizar o sistema funcionando em 2 semanas. As funcionalidades eram bem simples, alguns CRUDS, um deles um pouco maior  com alguns relacionamentos e validações mais chatas, várias opções de pesquisa/filtros e relatórios.

A equipe
Nesse projeto era bem pequena, 2 desenvolvedores.

Porquê o Spring Roo?
Meu primeiro contato com o Roo foi no TDC2009, na palestra do Rod Johnson e logo depois com o Renato Bellia no Casual Class sobre Spring Plataform.

Finalmente chegamos a tão desejada "alta-produtividade" no desenvolvimento Java corporativo! Será? Penso que produtividade vai bem além de uma ferramenta e/ou metodologia, são vários os fatores que influenciam, mas não quero falar sobre isso aqui.

Imparcial e sem falsas ilusões fiquei bem curioso pela simplicidade com que o Roo trata as tarefas burocráticas na infra-estrutura de um projeto Java, que sempre foi alvo de muitas críticas. Outro ponto que chamou minha atenção foi a possibilidade de, caso fosse conveniente, desligar o Roo e continuar trabalhando e evoluindo o sistema.

Além das funcionalidades da ferramenta, o fator decisivo na escolha do Spring Roo foi a arquitetura/estrutura gerada por ele com: Spring MVC, JPA/Hibernate, Spring Security. Tecnologias aderente a linha adotada em outros projetos na empresa. O Roo entrou em cena com o papel de propulsor.


Desenvolvimento
No início do projeto a versão disponível do Spring Roo era 1.1.0.M1. De lá pra cá várias melhorias foram feitas até a 1.1.0 GA. Naquele momento o plugin do GWT do Roo estava bem imaturo, ainda em processo de desenvolvimento e, então, pra evitar o risco não usamos. A estratégia na camada view foi seguir uma linha mais clássica Java para Web, desenvolvimento com JSP e Custom Tags do Spring Web, e claro com Spring MVC 3.0.

Ainda sobre a camada view, outra feature que ainda não existia no Roo era o suporte nativo a JSON para REST, adotado na atual versão. Resolvemos o JSON sem stress, usando algumas funcionalidades do Spring MVC 3. O Ajax no front-end foi resolvido com framework JavaScript Dojo, adotado pelos componentes do Spring Web para algumas perfumárias. O Dojo deixou a desejar, enfrentamos alguns problemas de compatibilidade do JS com IE, por isso em alguns pontos usamos o JQuery, que sem dúvida alguma é o meu prefererido!

A curva de aprendizado do Roo é bem curta, em poucas horas definimos todo modelo de entidades, as Controllers, pesquisas e o esqueleto das Views, tudo pelo shell. Usamos o STS tornando a integração do shell com IDE bem transparente, além de contar com todas peculiaridades para os produtos Spring.


Conclusão
O principal objetivo: entregar o projeto atendendo a expectativa do cliente no prazo esperado, foi alcançado!

O Roo realmente acelera o desenvolvimento, resolve muitas picuinhas chatas e o melhor de tudo: gera código bom, fácil de compreender e avançar, com todo aparato de testes, uma arquitetura enxuta e consistente. Conhecer um pouco sobre AOP, ou melhor AspectJ, pode facilita a compreensão do que está rolando por trás da cortina.

Dois pontos que merecem uma maior atenção seriam  o cuidado com relacionamentos mais avançados entre entidades (Scaffold) e a organização das buscas. Vou descrever mais detalhes disso em outro post.

Gostei bastante do Roo, pretendendo continuar usando em projetos com características diferentes, maiores e mais complexos.


Documentação do Roo.
Posts sobre o Roo aqui no Globalcoders.
Um pouco mais da minha experiência com o Roo.


[]s
Eder Magalhães
www.yaw.com.br
twitter.com/youandwe
twitter.com/edermag

Comentários

Digão disse…
Otimo post! brinquei um pouco com SpringRoo tempos atrás, para CRUDs ele funciona muito bem! empaquei um pouco com relacionamento nesses CRUDs, já q vai detalhar num proximo post..estarei no aguardo sobre ele! valew!
Pedro Cavaléro disse…
Muito interessante ver uma utilização do Roo no mundo real. Vc fez o q eu pensei tb, fazer a infra com o Roo e a parte toda de view na mão mesmo. Ainda não acho q a view q ele gera seja usável em um projeto real, talvez uma pequena parte, não sei. Seria interessante que a springsource fizesse algum demo com a customização de projetos e não apenas da geração incial. Parabéns pelo post!

Postagens mais visitadas deste blog

10 reasons why we love JSF

1. One-slide technology: it's so simple that I can explain basic JSF with one slide. 2. Easy to extend: components, listeners, render kit, Events, Controller, etc. 3. Real-world adoption: JBoss, Exadel, Oracle, IBM, ... 4. Architecture model: you can choose between more than 100 different architecture. 5. Open-mind community: using JSF you are going to meet very interesting people. 6. We are using JSF the last 5 years and we found very good market for JSF in Brazil 7. Progress: look to JSf 1.1 to JSF 1.2, JSF 1.2 to JSF 2.0. People are working really hard! 8. Many professionals now available 9. It's a standard. It's JCP. Before complain, report and help! 10. Ed Burns, spec leader, is an old Globalcode community friend! EXTRA: My wife is specialist in JSF. She's my F1 for JSF :) Nice job JSF community! -Vinicius Senger

Transmissão do minicurso Google App Engine

Os minicursos gratuitos realizados através da iniciativa Open4Education da Globalcode têm sido transmitidos ao vivo em forma de webcast e eu tenho acompanhado pessoalmente muitos deles, conversado com os alunos no chat, observando a qualidade e as limitações das transmissões. Sem dúvida o aproveitamento presencial é muito maior, principalmente pelo networking e pelo foco dado ao conteúdo. Mas, para aqueles que não estão em São Paulo o custo benefício é sensacional. Mesmo perdendo um pouco nas transmissões, é muito melhor poder assistir os minicursos à distância. Com o sucesso das transmissões do Profissão Java e do The Developer's Conference 2010 queremos melhorar e atingir um público ainda maior, e é por isto, que iremos fazer a primeira transmissão ao vivo em parceria com a WTV Streaming hoje! Os principais benefícios desta parceria são: Transmissão do vídeo e não apenas do conteúdo que está sendo projetado Captação e edição do conteúdo, para posterior disponibilizaç...

Brasil e a força de trabalho: Futuro incerto

Mais de 70 mil brasileiros estariam empregados se tivessem formação em TI (...) Apesar do bom salário, este profissional tem se tornado artigo raro no Brasil, o que explica as vagas neste setor estarem entre as dez mais difíceis de serem preenchidas (...) MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) vai avaliar carência de profissionais de TI no país (...) O presidente do Confea admitiu, no entanto, que, no curto e no médio prazo, parte das vagas terá de ser ocupada por profissionais do exterior porque o país não terá como suprir as carências de imediato (...). Notícias como estas estão sendo veiculadas todo o tempo e há anos. Em novembro de 2010 postei em Globalcoder´s um artigo sobre esta mesma questão e, passados quase seis meses, parece-me que o cenário realmente mudou ... para pior. Assim como as notícias sobre este fato, temo também em tornar-me entediante com a minha abordagem insistente em destacar esta que considero uma verdadeira calamidade nac...

Sistema interativo de TV Digital com Ginga-J

No início de 2009, os estudantes de Sistema de Informação do Centro Universitário de Votuporanga ( UNIFEV ), Caio César Pereira de Souza e Rodrigo Gonçalves Constantino me apresentaram uma proposta para que eu fosse co-orientador junto ao professor orientador Djalma Domingos da Silva , em seu Trabalho de conclusão de curso (TCC) com tema TV Digital. A base que motivou o assunto, foi a palestra apresentada por Maurício Leal na I Conferência Java Noroeste sobre o tema TV Digital, realizada em 2006 em Votuporanga-SP. Ficamos muito entusiasmados com a possibilidade de interatividade na TV Digital, e a grande quantidade de possibilidades de desenvolvimento de aplicativos nesta área. Acompanhamos de perto as notícias na imprensa e todo o esforço e iniciativas realizadas pelo Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) , que organizou e produziu especificações ABNT, normatizando o sistema de TV Digital Terrestre. O foco do TCC foi realizar o desenvolvimento de uma pequena ...

Voucher Retake até 31/01

Um boa noticia para quem esta estudando para alguma certificação Java e precisa de um incentivo. Esta rolando a promoção do Voucher Retake para as certificações Java, Oracle Solaris (Cluster) e NetBeans, mas corram pois é apenas até 31/01. Para quem nunca ouviu falar do Voucher Retake, trata-se de um Voucher igual ao convencional que te permite fazer uma prova de certificação, mas com a possibilidade de refazê-la em caso de reprovação. E o período é o mesmo, ou seja, um ano para as duas tentativas. Com a Sun essa promoção já era esperada todo inicio de ano, mas como não sabemos qual será a estratégia da Oracle daqui pra frente então vale a pena aproveitar e divulgar. O local de compra é um "easter egg" dentro do site da Oracle, pois não esta tão acessível como deveria. Você precisa entrar no site: http://education.oracle.com, ai vai aparecer um banner no topo com três páginas, clique na terceira página onde haverá um link "comece agora" que direciona para página...

Construindo um império com R$40,00

Algo que nós da  YaW temos nos dedicado com bastante afinco nos últimos meses é o Google AppEngine(GAE) . Para quem ainda não conhece, o GAE é um ambiente de runtime disponibilizado pelo Google onde você hospeda a sua aplicação sem precisar se preocupar com manutenção de servidores. E ainda ganha com tudo isso a escalabilidade proporcionada pelos servidores do próprio Google. Hoje ele dá suporte a duas linguagens: Python e Java(e a grande maioria dos seus frameworks de mercado como Struts 1 e Struts 2, JSF 1 e JSF 2, JPA com algumas limitações, EhCache, GWT, SpringMVC, etc. Lista completa aqui ). Um detalhe importante sobre o GAE é que de início ele é completamente gratuito, e possui uma quota(beeeem generosa) de utilização, a partir do momento que você ultrapassar esta quota você tem de pagar pelo que ultrapassou. Detalhes sobre as quotas aqui . O próprio site da YaW está hospedado no GAE. E o que isso tudo tem ha ver com os R$40,00 e o império que você quer cri...