Pular para o conteúdo principal

Entendendo como funciona a programação de computadores: linguagens de programação, lógica, banco de dados

Nesse post, diferente dos últimos que foram mais enfáticos nas experiências com tecnologias, vou focar um pouco mais nos profissionais que estão começando, ou pretendem ingressar na área de desenvolvimento de software, falando sobre conceitos fundamentais relacionados a programação em geral.

Mercado de trabalho para programação
Conforme já sabemos, o mercado de desenvolvimento de software, especialmente no Brasil, continua em franca expansão, sendo que cada vez mais as empresas buscam desenvolver seus próprios sistemas usando as mais diferentes e novas tecnologias.
Algumas matérias interessantes:
As seis profissões mais valorizadas em 2010 no IDG Now!
Muitas vagas e sensação de reaquecimento da economia
Por isso, a área de desenvolvimento de software tem despertado interesse em muitos profissionais de outras áreas que desejam mudar de profissão, já que as oportunidades de trabalho tendem a ser maiores.

Esse é um perfil presente em muitos dos clientes da Globalcode que acabou motivando a criação de um treinamento específico para esse público - a Academia do Programador. Para ingressar nesse mundo do desenvolvimento, o profissional precisa entender conceitos básicos, a começar pelo que é um software, uma linguagem de programação, lógica de programação, etc.

O que são e para que servem as linguagens de programação?
O computador é uma ferramenta prática e acessível, mas para que o mesmo funcione, é necessário que existam os programas de computador (também chamados de softwares ou de sistemas computacionais).
Os programas são sequências de instruções com o detalhamento passo a passo do que o computador deve fazer para desempenhar uma tarefa. Por exemplo, se o programa deve somar dois valores, as instruções são: pegar valor1, pegar valor2 e somar valor1 com valor2 e armazenar na variável resultado.

Para que o computador possa interpretar e produzir o resultado esperado, essas instruções precisam ser escritas em uma linguagem que o computador entende. Essa linguagem é chamada código de máquina (ou linguagem de máquina) e é baseada na menor unidade de informação que o computador pode trabalhar que é o bit.

Apesar de ser a linguagem que o computador entende, o código de máquina é específico para cada sistema operacional (Windows, Linux, MacOS, etc) e muito distante da linguagem humana, o que o torna de difícil utilização para o desenvolvimento de software. Por isso foram criadas as linguagens de programação.

As linguagens de programação funcionam como um meio termo entre o que o computador entende e o que é mais fácil para o ser humano escrever. O programador usa a linguagem de programação (seguindo suas regras de sintaxe) para escrever as instruções do programa numa forma muito mais natural. Depois, esse programa é passado por um tradutor, chamado compilador ou interpretador (dependendo da linguagem de programação utilizada), que traduz as instruções do programa para o código de máquina apropriado, fazendo com que o computador as entenda e execute. Alguns exemplos de linguagens de programação incluem Assembly (a primeira), C, C++, Pascal, Clipper, Java, C#, Ruby, Python, Groovy, entre várias outras.

Quanto mais nova a linguagem, como é o caso de Java, mais alto nível ela é, ou seja, mais fácil de escrever os programas devido às instruções simplificadas.

Para escrever um programa de computador usando uma linguagem de programação, ainda é necessário usar lógica de programação.

O que é lógica de programação?
A lógica, ou pensamento lógico, é algo que faz parte do dia a dia de todos nós. Quando vamos atravessar a rua, tomar banho, trocar um pneu, por exemplo, executamos uma sequência de ações que nos permitem alcançar nosso objetivo final.

Essa sequência de ações, conectada por meio de estruturas de controle como se, então, senão, caso, enquanto, para, entre outras, define uma lógica de realização da atividade planejada.

Esse mesmo raciocínio lógico é trazido para a área de computação para permitir que o pensamento humano seja traduzido em ações que o computador pode executar. No desenvolvimento de software, o raciocínio lógico que usamos para criar os programas é chamado de lógica de programação.

Assim como no nosso dia-a-dia, na lógica de programação organizamos as instruções do programa usando estruturas de controle chamadas de condicionais (como if , else, switch) e repetições (como while, do/while, for). Além disso, nos sistemas computacionais também usamos instruções para entrada/saida de dados que permitem ao usuário entrar com as informações a serem processadas pelo programa e ver o resultado do processamento.

Procedimentos e funções
Ainda na criação da lógica de um programa, é provável que queiramos reaproveitar algumas sequências de instruções. Para isso, podemos criar pequenos trechos isolados de instruções chamados de procedimentos e funções (ou métodos em linguagens orientadas a objetos, como Java). Os procedimentos e funções agrupam instruções que podem ser reutilizadas no fluxo principal do programa ou dentro de outros procedimentos e funções. Eles podem receber parâmetros para guiar a lógica interna e retornar valores para serem utilizados em outros pontos do programa.

Em geral, os programas processam informações (dados) que ficam armazenadas temporariamente na memória do computador por meio das chamadas variáveis. Porém, quando o programa termina sua execução, se esses dados não forem persistidas, eles serão perdidos. Daí a necessidade de utilizarmos um banco de dados.

Mas, o que são banco de dados ?
Um banco de dados guarda dados de um programa de forma permanente, ou seja, antes de terminar a execução do programa, podemos guardar os dados em um banco de dados para acessá-los posteriormente, até mesmo em outras execuções do mesmo programa. Os bancos de dados são mantidos por programas chamados SGBDs (Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados). Para interagir com um SGBD, precisamos usar uma linguagem de consulta específica chamada de SQL (Structured Query Language).

Conclusão e recomendações
Bom, isso é um resumo de alguns dos principais conceitos relacionados à área de desenvolvimento de software. A dica para quem deseja seguir nessa profissão é estudar mais profundamente esses assuntos além de outros aspectos como redes, bits e bytes, ferramentas de desenvolvimento, antes mesmo de conhecer a fundo uma linguagem de programação. Por isso, procurei deixar alguns links falando um pouco mais sobre esses conceitos.

Para quem tiver interesse em algo mais centralizado, a Academia do Programador da Globalcode é um treinamento que trata de todos esses assuntos de forma bem detalhada. Esses conhecimentos são imprescindíveis para quem pretende cursar um treinamento de linguagem Java.

Elaine Quintino Silva
http://twitter.com/elaineqsilva
http://www.globalcode.com.br/instrutores/ElaineSilva

Comentários

Jamerson disse…
Ano que vem vou fazer análise e desenvolvimento de sistemas. E esse artigo me ajudou muito!
Obgd vou dar mais uma olhada no blog!
Jamerson disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse…
Olá Jamerson, tudo bem?
Meu nome é Thiago Rodrigues e trabalho na Globalcode. Vi que leu nosso artigo no blog, o que achou? Interessante né?! Temos diversos curso pra quem quer começar a programar, mas nunca programou nada na vida! Se quiser, posso te dar mais detalhes, é só me passar seu contato ou me envie um e-mail que eu te passo mais informações, ok?

Thiago Rodrigues
thiago@globalcode.com.br
(11)3145-2230
Unknown disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
PEDRO disse…
MUITO BOM O TRABALHO QUE FIZESTE NA GLOBALCODERS
Unknown disse…
Olá li o artigo e gostei. Quero aprender programação o que fasso
Meu email é alexandre.elis@hotmail.com
Obg
Unknown disse…
Olá li o artigo e gostei. Quero aprender programação o que fasso
Meu email é alexandre.elis@hotmail.com
Obg

Postagens mais visitadas deste blog

10 reasons why we love JSF

1. One-slide technology: it's so simple that I can explain basic JSF with one slide. 2. Easy to extend: components, listeners, render kit, Events, Controller, etc. 3. Real-world adoption: JBoss, Exadel, Oracle, IBM, ... 4. Architecture model: you can choose between more than 100 different architecture. 5. Open-mind community: using JSF you are going to meet very interesting people. 6. We are using JSF the last 5 years and we found very good market for JSF in Brazil 7. Progress: look to JSf 1.1 to JSF 1.2, JSF 1.2 to JSF 2.0. People are working really hard! 8. Many professionals now available 9. It's a standard. It's JCP. Before complain, report and help! 10. Ed Burns, spec leader, is an old Globalcode community friend! EXTRA: My wife is specialist in JSF. She's my F1 for JSF :) Nice job JSF community! -Vinicius Senger

Vem vindo novidade por ai... Minicurso de desenvolvimento iOS

Ola pessoal, Depois de uma conversa com a Yara, resolvemos colocar em prática uma idéia que já tinhamos a um tempo, que é aumentar as opções de mobilidade no portifólio da Globalcode e também da iniciativa Open4Education. E nesse caso estamos falando de um minicurso sobre desenvolvimento para iPhone e iPad. O objetivo desse minicurso vai ser mostrar que desenvolver para iOS não é tão complicado como se pode pensar e que não é preciso ter medo do Objective-C ! Serão algumas horas onde os alunos poderão entender os fundamentos da plataforma, como funciona o programa para desenvolvedores da Apple, preparação do ambiente e dos devices de teste e também um overview dos layers de desenvolvimento do iOS. Além disso, o objetivo também vai ser passar um pouco da minha experiência na "migração" que fiz de Java (seja SE, ME ou Android) para o novo mundo do Objective-C e Cocoa Touch. O material está no começo e ainda não temos uma data certa (só sabemos que a primeira edição desse minicu...

Transmissão do minicurso Google App Engine

Os minicursos gratuitos realizados através da iniciativa Open4Education da Globalcode têm sido transmitidos ao vivo em forma de webcast e eu tenho acompanhado pessoalmente muitos deles, conversado com os alunos no chat, observando a qualidade e as limitações das transmissões. Sem dúvida o aproveitamento presencial é muito maior, principalmente pelo networking e pelo foco dado ao conteúdo. Mas, para aqueles que não estão em São Paulo o custo benefício é sensacional. Mesmo perdendo um pouco nas transmissões, é muito melhor poder assistir os minicursos à distância. Com o sucesso das transmissões do Profissão Java e do The Developer's Conference 2010 queremos melhorar e atingir um público ainda maior, e é por isto, que iremos fazer a primeira transmissão ao vivo em parceria com a WTV Streaming hoje! Os principais benefícios desta parceria são: Transmissão do vídeo e não apenas do conteúdo que está sendo projetado Captação e edição do conteúdo, para posterior disponibilizaç...

JavaMail: Enviando e-mail com Java

Introdução Além da necessidade de envio de e-mail ser comum a várias aplicações, foi a pergunta de um aluno da Academia Java ,  “Como enviar um e-mail com Java?”, que me motivou a escrever este post sobre JavaMail. JavaMail Para realizar o envio de e-mail por meio de uma aplicação Java, precisamos da biblioteca JavaMail, pois ela não é incluída no Java SE. A biblioteca está disponível em http://www.oracle.com/technetwork/java/index-138643.html . Neste download, além da biblioteca mail.jar que inclui a implementação completa da API e providers, também é disponibilizada a documentação da biblioteca ( javadoc ) na pasta docs , alguns exemplos na pasta demo e partes da implementação em lib . A forma mais simples de utilizar a JavaMail e incluir o mail.jar , porém para uma aplicação que só envia e-mail como o nosso exemplo, necessitamos apenas dos arquivos mailapi.jar e smtp.jar , economizando 177KB. Como a economia é pouca e as aplicações evoluem, vamos adicionar o mail.j...

Facelets uma forma mais ágil para construção de telas – Parte I

A construção de telas ou camada de apresentação em um sistema MVC seja web ou desktop é uma tarefa complexa e de extrema importância. Nesse post vou comentar e mostrar algum exemplo do Facelets como solução para os desafios existentes nessa etapa especificamente para web. Com a web cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, um fato é que com isso nossos usuários tornam-se mais exigentes em relação a usabilidade, agilidade, performance ou de uma forma bem resumida “o usuário espera uma navegação simples e agradável aonde uma determinado tarefa possa ser concluída em poucos passos e em um curto espaço de tempo”. Atender as expectativas em relação ao que o usuário espera com o que realmente ele precisa, definir uma estrutura flexível a mudanças sem engessar o desenvolvimento, acessibilidade, portabilidade em múltiplos navegadores, tudo isso e muito mais, num prazo que quase sempre é apertado. Um outro ponto fundamental é manter o time motivado e produtivo em um ambiente que favoreça a...

JavaOne Brasil, dicas para submissão de palestras

Não quero parecer pretensiosa dando dicas para submissão de palestras para o JavaOne Brasil, mas sim repassar os tantos conselhos e sugestões recebidas pelos vetaranos do JavaOne: Bruno Souza e Leonardo Galvão que revisaram dezenas de submissões para o JavaOne e ajudaram a aprovar tantas palestras, e também misturar um pouco da minha experiência na seleção de palestras nos eventos realizados pela Globalcode e SouJava . 10 anos de JavaOne: http://www.globalcode.com.br/noticias/Globalcode10AnosNoJavaOne Os palestrantes ganham a entrada! A submissão pode ser feita em português! O passo mais importante para ser aprovado como palestrante no JavaOne é sem dúvida nenhuma submeter pelo menos uma palestra. Então, independente de qualquer coisa, participe, arrisque, divulgue.  Mas, se quiser aumentar as suas chances...   1) Leve a sério: peça para amigos fazerem uma leitura crítica do texto, e claro uma boa revisão ortográfica. 2) Submissão de várias palestras ou variações do ...