Pular para o conteúdo principal

Design Patterns - Será que preciso aprender?

O termo Design Patterns (padrões de projeto) foi criado originalmente pelo engenheiro Christopher Alexander para documentar as soluções de projeto comumente utilizados na construção civil. Mais tarde, o termo passou a ser utilizado na área de informática como forma de descrever soluções para problemas encontrados no projeto de software orientado a objetos.

Com o surgimento dos frameworks mais modernos como JBoss Seam, Spring, entre outros, muito se tem discutido a respeito da importância dos Design Patterns.

Na época em que o programador escrevia grande parte do código de controle das aplicações, padrões como Singleton, Façade, DAO, Chain of Responsability, Command, entre outros, eram frequentemente utilizados para criar os pontos de extensão da aplicação, por onde novas funcionalidades podiam ser criadas sem a necessidade de mudanças drásticas no código existente.

Como atualmente a maioria das aplicações é construída sobre um framework, muitos desses padrões já estão incorporados ao projeto por fazerem parte dos frameworks. Por isso, especialistas garantem que nós não precisamos mais utilizar muitos dos Design Patterns existentes.

De fato, se pensarmos em usar os design patterns para resolver os problemas do núcleo da nossa aplicação, realmente eles não precisam ser implementados diretamente pelo programador. Porém, vários Design Patterns vão muito além dessa forma de utilização e apresentam soluções valiosíssimas para questões particulares de cada projeto. Problemas como a necessidade de executar regras específicas com base num modelo de herança complexo ou no estado de um objeto podem ser facilmente resolvidos usando Design Patterns que, além de padronizar o código, oferece facilidades para extender/alterar o modelo futuramente. Alguns exemplos de padrões que atacam essa linha são Strategy, State, Bridge, Decorator, entre outros.

Portanto, mesmo construindo aplicações a partir dos frameworks mais modernos, o conhecimento sobre Design Patterns continua sendo de grande importância para quem trabalha com linguagens orientadas a objetos, como Java, C#, etc.

E mais importante do que saber como implementar um Design Pattern, é saber qual é o problema que você pode resolver com cada padrão. Eu já ouvi várias pessoas dizendo que não entendem os padrões ou que não sabem como fazer uso eficiente deles. Isso certamente acontece porque os problemas resolvidos pelos padrões não são conhecidos.

Para quem quer começar a estudar Design Patterns, a referência principal é o catálogo GoF no livro "Padrões de Projeto - Soluções Reutilizáveis de Software Orientado a Objetos", Gamma E. et al. Esse livro descreve 23 padrões que se aplicam aos mais diferentes problemas de orientação a objetos.

Mas se você for a favor de cursos, relembrando o post do nosso amigo Julio Viegas sobre livro ou curso, a Globalcode tem um minicurso gratuito de 3hs - Introdução a Design Patterns - cujo objetivo é introduzir o conceito de Design Patterns e falar sobre alguns dos padrões mais conhecidos. Uma outra opção, mais apronfundada, é o curso - Core Patterns - de 40hs que trata dos 23 design patterns do GoF e outros 10 do catálogo Java EE BluePrints, com uma abordagem bastante voltada para os problemas resolvidos pelos padrões.

Para quem está lendo esse post em tempo, dia 19 de agosto eu mesma irei ministrar o minicurso de design patterns na Globalcode. Para se inscrever nesse minicurso ou ver outras datas disponíveis acesse o site da Globalcode.

Uma outra fonte de informação é uma entrevista onde comento um pouco mais sobre o que são os Design Patterns e como identificar a necessidade de utilizá-los em nossos projetos.

Comentários

Marcio Duran disse…
Acredito que o assunto pode mesmo também ser debatido em ambito de como eu indentifico o modelo para o think patterns a ser utilizado.

Quero aqui deixar um link que fala sobre algo já discutido nesse portal.

Compondo seu comportamento: herança, Chain of Responsibility e Interceptors

http://blog.caelum.com.br/2010/06/28/compondo-seu-comportamento-heranca-chain-of-responsibility-e-interceptors/

Nesse link foi observado se Singleton não seria o canditado ao patterns de controle.

Nesse outro link são demonstra exemplo em experiência ao Padrões de Projetos.

http://www.javabuilding.com/academy/patterns.html

Dizer que a industria já fornece os desing patterns que já são vinculados em seus frameworks em regra temos um modelo default mas na certa refatorações e transformações vão ocorrer a não ser que já seja algo em propriedade ou lincença para suporte de algum fornecedor.

Postagens mais visitadas deste blog

10 reasons why we love JSF

1. One-slide technology: it's so simple that I can explain basic JSF with one slide. 2. Easy to extend: components, listeners, render kit, Events, Controller, etc. 3. Real-world adoption: JBoss, Exadel, Oracle, IBM, ... 4. Architecture model: you can choose between more than 100 different architecture. 5. Open-mind community: using JSF you are going to meet very interesting people. 6. We are using JSF the last 5 years and we found very good market for JSF in Brazil 7. Progress: look to JSf 1.1 to JSF 1.2, JSF 1.2 to JSF 2.0. People are working really hard! 8. Many professionals now available 9. It's a standard. It's JCP. Before complain, report and help! 10. Ed Burns, spec leader, is an old Globalcode community friend! EXTRA: My wife is specialist in JSF. She's my F1 for JSF :) Nice job JSF community! -Vinicius Senger

Devo fazer um curso ou ler um livro?

Acredito que todos os instrutores ou professores, independentemente da área, escola ou centro de treinamento, já devam ter recebido essa pergunta alguma vez na vida: devo fazer um curso ou ler um livro? Para responder a essa pergunta, precisamos avaliar os prós e contras de cada opção. Trabalho com treinamento há algum tempo e, hoje, recebi essa pergunta de um aluno. Não adianta responder a ou b sem argumentar, demonstrando as opções conforme a situação do aluno. O conteúdo, a forma de transmissão e a capacidade de assimilação do indivíduo são chaves para haver benefício maior de aprendizado. Tanto em um bom curso quanto em um bom livro, o conteúdo é a premissa básica . Por conteúdo entendemos: se está organizado; se respeita pré-requisitos; se promove o aprendizado guiado e incremental; se aborda de forma satisfatória os principais pontos; se tem bom balanço entre teoria, exemplos e prática (favorecendo exemplos e prática); se tem como premissa a acessibilidade possível (e cabível) pa...

JSF 2 - Composite Components, você não precisa mais ser um ninja

Estamos em uma nova era da computação, os dados não estão mais localizados em um banco dentro de sua empresa, vivemos a explosão de redes sociais, informações são geradas a todo instante, e se torna essencial que sua aplicação conheça os serviços disponíveis na web e consumam suas APIs geralmente disponíveis por serviços REST. Legal, mas como ficam meus aplicativos Java EE neste novo cenário? Para quem vem acompanhando a evolução da plataforma, é notório que todo esforço vem sendo utilizado para aumentar a produtividade e a integração com novos serviços. Basicamente duas especificações surgem com muita força para atender este cenário, a JSR - 314 (JSF-2) e JSR - 311 (JAX-RS), neste post exploraremos a JSR-314 (JSF2) e sua nova forma de criar Composite Components. Uma das grandes queixas dos desenvolvedores JSF era a complexidade em criar composite components, era necessário um vasto conhecimento sobre o ciclo de vida de uma aplicação JSF. Agora, você não precisa ser mais um “ninja” em ...

Exemplo de CRUD para o AppEngine(Struts 2 + Google Guice + JPA)

E dando continuidade a série "Who wants to be a milionaire"... Ok, então você já teve a sua idéia milionária, já deu uma lida no Google AppEngine(GAE) depois do meu último post mas agora tá faltando aquele 'empurrãozinho' para iniciar seu projeto. Tudo bem, aqui vai um empurrão ladeira abaixo... Vou detalhar neste post uma aplicação completa(CRUD) utilizando alguns frameworks Java(Struts 2, Google Guice, JPA) sendo hospedada no Google AppEngine(GAE). Não vou entrar em detalhes específico de cada um dos frameworks pois precisaria de algumas dezenas de posts para isso, o intuito é somente a adaptação necessária para ser executada no GAE, e alguns comentários sobre a arquitetura do projeto. > Struts 2 Infelizmente não é plug-and-play neste ambiente, porém para utilizar o Struts 2 no ambiente do GAE, as modificações são bem simples. A primeira delas é em relação ao framework Ognl que para execução de Reflection acaba esbarrando em algumas problemas de segurança. Para...

Sun, Oracle, JavaOne e mais algumas páginas desta longa história...

Desde abril de 2009 estamos acompanhando todo o processo de aquisição da Sun pela Oracle, que aconteceu muito perto da crise, e no ambiente de negativismo da crise. Parte da comunidade, principalmente os mais velhos tinham um relacionamento de admiração à Sun e e aos engenheiros da Sun. E tantas carreiras e mesmo famílias sendo sustentadas pelo capital gerado ao redor da tecnologia Java. É natural sentir um pouco de medo do impacto deste negócio milionário: O que a Oracle vai fazer com o Java? Vai continuar OpenSource ? Vão mudar a política de distribuição da JVM ? E o JCP está seguro ? Haverá impacto negativo para o Java ? E para as outras ferramentas e tecnologias da Sun ? Com esta enorme mudança de poder dentro da comunidade Java como as outras empresas irão reagir ? Foi realizado hoje um WebCast gratuito "Sun Oracle Strategy", com quatro horas de duração, bastante marketing, muitos adjetivos, resolvi resumir os fatos mais importantes para a nossa comunidade nos com um...

Hackeando o Prezi com Robot, Socket e Android

O Prezi é uma ferramenta online para construção de apresentação multimídia semelhante ao famoso Power Point, porém, através de templates prontos e animações bem trabalhadas, o Prezi consegue dar uma dinâmica e uma qualidade visual muito maior. Mas mesmo com toda esta propaganda inicial me sentia desconfortável com uma situação do Prezi: necessitaria estar perto do computador ou do notebook para ficar trocando os slides, quer dizer, dando mais um passo na animação construída na ferramenta. Isso pesa muito quando temos um descendente de italiano (meu caso) que fala muito com as mãos e não consegue ficar parado durante a palestra. Desta forma decidi “hackear” o Prezi. Vale dizer que este termo é confundido com o termo “Crakear”, que, neste caso, quer dizer pessoas que invadem ou roubam dados digitais com objetivo de destruir sistemas ou de obter lucro de forma ilícita. O Hacker é o “nerd do bem”!. Inicialmente tentei mudar o aplicativo que podemos baixar do Prezi e passar...