Pular para o conteúdo principal

Começando em Scala - Parte 2: Integração entre Maven e Scala

Na semana passada publiquei um post falando dos passos para começar o desenvolvimento em Scala. Também mencionei que uma alternativa a fazer o download do Scala do site oficial era configurá-lo via Maven. Hoje vou escrever mais sobre isso.

Para utilizar o Scala via Maven é necessário utilizar um plugin denominado scala-maven-plugin. Há também um plugin mais antigo denominado maven-scala-plugin, mas foi substituido pela versão mais nova que iremos abordar. Vou apresentar os itens de configuração do pom.xml necessários para utilizar Scala

A dependência com a versão desejada de Scala deve ser configurada no projeto:


    org.scala-lang
    scala-library
    2.9.2

O plugin deve ser configurado:


    net.alchim31.maven
    scala-maven-plugin
    3.1.0
    
        
            
                compile
                testCompile
            
            
    

O código fonte Scala deve ser escrito dentro do diretório src/main/scala e o código de testes dentro de src/test/scala. Com isso já é possivel fazer o build de projetos normalmente utilizando o Maven.

Caso seja desejado executar o interpretador REPL basta executar mvn scala:console

Projetos mistos Java/Scala

A configuração apresentada até agora é suficiente para projetos puros Scala e mistos de Java e Scala onde as classes de Scala utilizam as classes de Java. A compilação das classes Java ocorre antes da compilação das classe Scala. Caso seja necessário para as classes Java utilizarem as classes Scala é necessário efetuar uma configuração diferente no plugin.


    net.alchim31.maven
    scala-maven-plugin
    3.1.0
    
        
            scala-compile-first
            process-resources
            
                add-source
                compile
            
        
        
            scala-test-compile
            process-test-resources
            
                testCompile
            
        
    

E para finalizar um exemplo de classe Java e Scala colaborando num projeto Maven de acordo com a configuração apresentada. Lembrando que a classe Java está localizada no diretório src/main/java e a classe Scala em src/main/scala.

OlaMundo.java
package br.com.globalcode.java;

import br.com.globalcode.scalamavenproject.App;

public class OlaMundo {
        
    public static void main(String[] args) {
        System.out.println(App.olaMundo());
    }
}
App.scala
package br.com.globalcode.scalamavenproject

object App {
  def olaMundo():String = { "Ola Mundo do Scala" }
}
OBS:A declaração do método olaMundo em Scala poderia ser simplificada, omitindo o tipo de retorno, os parênteses e chaves, mas por enquanto está ótimo assim!

Com isso temos toda a base necessária para começar a utilizar o Scala em projetos reais Java, escrevendo os testes em Scala. No próximo post irei falar sobre a escrita de testes em Scala.

Outras referências:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

10 reasons why we love JSF

1. One-slide technology: it's so simple that I can explain basic JSF with one slide. 2. Easy to extend: components, listeners, render kit, Events, Controller, etc. 3. Real-world adoption: JBoss, Exadel, Oracle, IBM, ... 4. Architecture model: you can choose between more than 100 different architecture. 5. Open-mind community: using JSF you are going to meet very interesting people. 6. We are using JSF the last 5 years and we found very good market for JSF in Brazil 7. Progress: look to JSf 1.1 to JSF 1.2, JSF 1.2 to JSF 2.0. People are working really hard! 8. Many professionals now available 9. It's a standard. It's JCP. Before complain, report and help! 10. Ed Burns, spec leader, is an old Globalcode community friend! EXTRA: My wife is specialist in JSF. She's my F1 for JSF :) Nice job JSF community! -Vinicius Senger

Vem vindo novidade por ai... Minicurso de desenvolvimento iOS

Ola pessoal, Depois de uma conversa com a Yara, resolvemos colocar em prática uma idéia que já tinhamos a um tempo, que é aumentar as opções de mobilidade no portifólio da Globalcode e também da iniciativa Open4Education. E nesse caso estamos falando de um minicurso sobre desenvolvimento para iPhone e iPad. O objetivo desse minicurso vai ser mostrar que desenvolver para iOS não é tão complicado como se pode pensar e que não é preciso ter medo do Objective-C ! Serão algumas horas onde os alunos poderão entender os fundamentos da plataforma, como funciona o programa para desenvolvedores da Apple, preparação do ambiente e dos devices de teste e também um overview dos layers de desenvolvimento do iOS. Além disso, o objetivo também vai ser passar um pouco da minha experiência na "migração" que fiz de Java (seja SE, ME ou Android) para o novo mundo do Objective-C e Cocoa Touch. O material está no começo e ainda não temos uma data certa (só sabemos que a primeira edição desse minicu...

JavaMail: Enviando e-mail com Java

Introdução Além da necessidade de envio de e-mail ser comum a várias aplicações, foi a pergunta de um aluno da Academia Java ,  “Como enviar um e-mail com Java?”, que me motivou a escrever este post sobre JavaMail. JavaMail Para realizar o envio de e-mail por meio de uma aplicação Java, precisamos da biblioteca JavaMail, pois ela não é incluída no Java SE. A biblioteca está disponível em http://www.oracle.com/technetwork/java/index-138643.html . Neste download, além da biblioteca mail.jar que inclui a implementação completa da API e providers, também é disponibilizada a documentação da biblioteca ( javadoc ) na pasta docs , alguns exemplos na pasta demo e partes da implementação em lib . A forma mais simples de utilizar a JavaMail e incluir o mail.jar , porém para uma aplicação que só envia e-mail como o nosso exemplo, necessitamos apenas dos arquivos mailapi.jar e smtp.jar , economizando 177KB. Como a economia é pouca e as aplicações evoluem, vamos adicionar o mail.j...

Facelets uma forma mais ágil para construção de telas – Parte I

A construção de telas ou camada de apresentação em um sistema MVC seja web ou desktop é uma tarefa complexa e de extrema importância. Nesse post vou comentar e mostrar algum exemplo do Facelets como solução para os desafios existentes nessa etapa especificamente para web. Com a web cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, um fato é que com isso nossos usuários tornam-se mais exigentes em relação a usabilidade, agilidade, performance ou de uma forma bem resumida “o usuário espera uma navegação simples e agradável aonde uma determinado tarefa possa ser concluída em poucos passos e em um curto espaço de tempo”. Atender as expectativas em relação ao que o usuário espera com o que realmente ele precisa, definir uma estrutura flexível a mudanças sem engessar o desenvolvimento, acessibilidade, portabilidade em múltiplos navegadores, tudo isso e muito mais, num prazo que quase sempre é apertado. Um outro ponto fundamental é manter o time motivado e produtivo em um ambiente que favoreça a...

JavaOne Brasil, dicas para submissão de palestras

Não quero parecer pretensiosa dando dicas para submissão de palestras para o JavaOne Brasil, mas sim repassar os tantos conselhos e sugestões recebidas pelos vetaranos do JavaOne: Bruno Souza e Leonardo Galvão que revisaram dezenas de submissões para o JavaOne e ajudaram a aprovar tantas palestras, e também misturar um pouco da minha experiência na seleção de palestras nos eventos realizados pela Globalcode e SouJava . 10 anos de JavaOne: http://www.globalcode.com.br/noticias/Globalcode10AnosNoJavaOne Os palestrantes ganham a entrada! A submissão pode ser feita em português! O passo mais importante para ser aprovado como palestrante no JavaOne é sem dúvida nenhuma submeter pelo menos uma palestra. Então, independente de qualquer coisa, participe, arrisque, divulgue.  Mas, se quiser aumentar as suas chances...   1) Leve a sério: peça para amigos fazerem uma leitura crítica do texto, e claro uma boa revisão ortográfica. 2) Submissão de várias palestras ou variações do ...

Facelets ainda mais divertido! Parte II

De volta ao Facelets , na primeira parte mantive o foco na utilização de templates e técnicas de reutilização visando maior agilidade para desenvolver telas com JSF , mas o Facelets vai bem além disso! Nesse post vou comentar e mostrar um pouco sobre a criação de componentes UI (User Interface) usando xht ml - na minha opinião esse é o grande diferencial da tecnologia. Com esse recurso é possível customizar / padronizar componentes usando xhtml + tags JSF + JavaScript + Css, sem código Java. A ideia é bem próxima ao Tag File em uma rápida comparação com JSP (JavaServer Pages), mas no caso do Facelets feito de uma forma ainda mais simples e com aderência a (infra)estrutura do JSF. Vou descrever o mesmo cenário da primeira parte, um sistema composto por vários cadastros ( C reate R ead U pdate D elete). Pensando especificamente em cada formulário, usando como exemplo um rascunho ou protótipo para o cadastro de Fornecedores, podemos assumir o seguinte formato: campos para preenchi...