Pular para o conteúdo principal

Introdução a jQuery - parte 1

Hoje vou falar sobre uma biblioteca que caiu no gosto dos desenvolvedores e é usada por grandes empresas como Microsoft, Dell, Google, Mozilla e Wordpress, entre outros. O que encanta é a facilidade e simplicidade de uso, além da economia de código e sua rapidez na execução.

O que é jQuery
Biblioteca JavaScript open source que simplifica as interações entre um documento HTML, ou mais precisamente a DOM (documento object model) e o JavaScript. Em outras palavras, simplifica a manipulação do documento HTML, o tratamento de eventos do browser, animações da DOM, interações Ajax e desenvolvimento de JavaScript para vários navegadores ao mesmo tempo.

Mas deixa eu contar primeiro a estória do jQuery...
Começou em 2005 com John Resig. Ele queria escrever uma aplicação web que funcionasse na maioria dos navegadores sem ter que ficar testando em todos eles e depois corrigindo os bugs. Em pouco tempo, várias pessoas também estavam usando esta biblioteca, o que levou John a ir melhorando sua estrutura e deixando-a extensível, o que facilita a criação de plugins. Hoje a quantidade e variedade de plugins é enorme e graças à comunidade o jQuery cresceu e é o que vemos hoje.

Porque escolher o jQuery?
  • É open source, é gratuito, e o projeto é licenciado pelo MIT e GPL.
  • É pequeno e compactado.
  • É popular, tem uma comunidade de usuários grande e várias pessoas contribuem para seu desenvolvimento.
  • Ele cuida das diferenças entre os browsers de modo que nós não precisamos nos preocupar com isso.
  • Está sendo testado e otimizado para desenvolvimento nos mais diversos browsers e em várias versões.
  • Tem um grande repositório de plugins que vem crescendo a cada versão
  • Tem uma API muito bem documentada incluindo exemplos
  • O suporte da comunidade é muito bom, com várias listas, canais de IRC, tutoriais, artigos, livros, etc.
  • É adotado por grandes empresas (como já citei anteriormente) o que traz mais segurança, estabilidade e longevidade.
  • Sua elegância, metodologias e filosofia de mudança do modo de escrever JavaScript está se tornando um padrão.
Isto é só para citar alguns motivos, listaria muitos outros mas acho que estes são os mais importantes.

Como funciona
A filosofia do jQuery é "write less, do more", ou seja, escreva menos e faça mais. O que pode ser quebrado em 3 conceitos:
  1. Encontrar alguns elementos, através de seletores CSS, e fazer alguma coisa com eles usando métodos jQuery.
  2. Encadear múltiplos métodos jQuery num conjunto de elementos.
  3. Usar wrappers jQuery e iterações implícitas.

Exemplo:
<html>
<head>
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8" />
<title>Exemplo de uso de jQuery</title>
...
<body >

<div id="container">

<!-- primeiro quadro -->
<div id="quadro1" class="quadro">
<div>
<img src="http://www.globalcode.com.br/img/imagens/kit_programme/programme.jpg" alt="Program-ME" /> <br/>
Program-ME
</div><br /> ...
</div>

<!-- segundo quadro -->
<div id="quadro2" class="quadro">
<div>
<img src="http://www.globalcode.com.br/img/imagens/kit_programme/tomada.jpg" alt="Placa Tomad@" /> <br/>
Placa Tomad@
</div><br /> ...
</div>

<!-- terceiro quadro -->
<div id="quadro3" class="quadro">
<div>
<img src="http://www.globalcode.com.br/img/imagens/kit_programme/placa_virgem.jpg" alt="Program-ME - placa virgem" /> <br />
Program-ME - placa virgem
</div> <br /> ...
</div>

</div>

<script type="text/JavaScript" src="http://ajax.googleapis.com/ajax/libs/jquery/1.4/jquery.min.js"></script>
<script>
$(function(){
var count = 2;
window.setInterval(function(){
$('div.quadro').hide();
$('#quadro'+count).show();
count++;
if(count > 3) count = 1;
},10000);
});
</script>

</body>
</html>


Neste exemplo quis mostrar como fazer um slide show sem usar nenhum plugin, somente código jQuery mesmo.

Esta página tem 3 quadros que devem ser mostrados alternadamente a cada 10 segundos, então coloquei 3 divs cada um com um id específico (quadro1, quadro2, quadro3) e com uma mesma classe CSS (quadro).

Para que o meu código jQuery seja executado somente depois que o navegador tenha convertido o código HTML na árvore DOM mas antes que a página tenha sido carregada, usamos a sintaxe $(funcion() {});, que é a forma reduzida de $(document).ready(funcion(){});

Para temporizar, usei o método setInterval(), que chama uma função (desde a linha 47 até a 50) repetidamente em intervalos de milissegundos e que para somente quando a janela do navegador é fechada.

Baseado no seletor CSS posso buscar todos os 3 divs de uma vez e esconder todos da visão do usuário com o método hide() (linha 47). Aqui um looping está implícito, pois o método hide() é executado para cada um dos divs encontrados.

Uso uma variável que será incrementada a cada vez que um quadro é mostrado (linhas 49 e 50), e com ela consigo buscar o elemento div da vez e deixá-lo visível com o método show() (linha 48).

Veja o exemplo em ação na seguinte URL:
http://www.globalcode.com.br/exemplo.html

Fonte:
jQuery Cookbook, by jQuery Community Experts
jQuery in Action, by Bear Bibeault and Yehuda Katz
www.jquery.com
docs.jquery.com

Bom, esta foi uma explicação bem rápida sem muito aprofundamento, no próximo post vou falar dos conceitos da filosofia do jQuery ilustrando com pequenos exemplos.

Até lá,

Ana Abrantes
Twitter: @anabrant
http://blog.globalcode.com.br/search/label/ANA ABRANTES

Comentários

realmente, a simplicidade é fantástica
Fred Maia disse…
Post feito como o jQuery é, simples e poderoso. Parabéns.

Postagens mais visitadas deste blog

10 reasons why we love JSF

1. One-slide technology: it's so simple that I can explain basic JSF with one slide. 2. Easy to extend: components, listeners, render kit, Events, Controller, etc. 3. Real-world adoption: JBoss, Exadel, Oracle, IBM, ... 4. Architecture model: you can choose between more than 100 different architecture. 5. Open-mind community: using JSF you are going to meet very interesting people. 6. We are using JSF the last 5 years and we found very good market for JSF in Brazil 7. Progress: look to JSf 1.1 to JSF 1.2, JSF 1.2 to JSF 2.0. People are working really hard! 8. Many professionals now available 9. It's a standard. It's JCP. Before complain, report and help! 10. Ed Burns, spec leader, is an old Globalcode community friend! EXTRA: My wife is specialist in JSF. She's my F1 for JSF :) Nice job JSF community! -Vinicius Senger

Facelets ainda mais divertido! Parte II

De volta ao Facelets , na primeira parte mantive o foco na utilização de templates e técnicas de reutilização visando maior agilidade para desenvolver telas com JSF , mas o Facelets vai bem além disso! Nesse post vou comentar e mostrar um pouco sobre a criação de componentes UI (User Interface) usando xht ml - na minha opinião esse é o grande diferencial da tecnologia. Com esse recurso é possível customizar / padronizar componentes usando xhtml + tags JSF + JavaScript + Css, sem código Java. A ideia é bem próxima ao Tag File em uma rápida comparação com JSP (JavaServer Pages), mas no caso do Facelets feito de uma forma ainda mais simples e com aderência a (infra)estrutura do JSF. Vou descrever o mesmo cenário da primeira parte, um sistema composto por vários cadastros ( C reate R ead U pdate D elete). Pensando especificamente em cada formulário, usando como exemplo um rascunho ou protótipo para o cadastro de Fornecedores, podemos assumir o seguinte formato: campos para preenchi...

Globalcode no Facebook

As redes sociais estão em alta faz tempo, diversos artigos e blogs falando sobre a extinção da comunicação via e-mail e as novas gerações dialogando somente através de instant messenger, orkut, facebook, twitter... e nós, jovens de 30 anos ficando ultrapassados ainda viciados naquela nova forma de comunicação, o e-mail! Já faz tempo que entendemos os valores das redes sociais, especialmente do twitter. Fazia tempo que pensamos em investir um tempo para criar as páginas para a Globalcode no facebook. Junto com a Ana Abrantes começamos a criar um usuário Globalcode http://www.facebook.com/globalcode que administra várias páginas! Depois criamos as página para os principais cursos da Globalcode e também para a iniciativa Open4Education, e estamos trabalhando a todo vapor para aumentar a integração com nosso site e com o blog. Colocamos o botãozinho "Curtir" ou "Like" nos cursos, ou seja, a partir da página do curso você pode "Curtir" no facebook nos seus c...

Devo fazer um curso ou ler um livro?

Acredito que todos os instrutores ou professores, independentemente da área, escola ou centro de treinamento, já devam ter recebido essa pergunta alguma vez na vida: devo fazer um curso ou ler um livro? Para responder a essa pergunta, precisamos avaliar os prós e contras de cada opção. Trabalho com treinamento há algum tempo e, hoje, recebi essa pergunta de um aluno. Não adianta responder a ou b sem argumentar, demonstrando as opções conforme a situação do aluno. O conteúdo, a forma de transmissão e a capacidade de assimilação do indivíduo são chaves para haver benefício maior de aprendizado. Tanto em um bom curso quanto em um bom livro, o conteúdo é a premissa básica . Por conteúdo entendemos: se está organizado; se respeita pré-requisitos; se promove o aprendizado guiado e incremental; se aborda de forma satisfatória os principais pontos; se tem bom balanço entre teoria, exemplos e prática (favorecendo exemplos e prática); se tem como premissa a acessibilidade possível (e cabível) pa...

O que é Lógica de programação?

Este é o segundo de uma série de posts voltados aos leitores do blog que estão dando início à carreira de desenvolvimento de software. O assunto de hoje é a lógica de programação. Para ler antes: Entendendo como funciona a programação de computadores: linguagens de programação, lógica, banco de dados A lógica de programação é um pré-requisito para quem quer se tornar um desenvolvedor de software, independente da linguagem de programação que se pretende utilizar. Mas o que é de fato a Lógica de Programação e como saber se eu tenho esse pré-requisito? A lógica de programação nada mais é do que a organização coerente das instruções do programa para que seu objetivo seja alcançado. Para criar essa organização, instruções simples do programa, como mudar o valor de uma variável ou desenhar uma imagem na tela do computador, são interconectadas a estruturas lógicas que guiam o fluxo da execução do programa. Isso é muito próximo ao que usamos em nosso cotidiano para realizar atividad...

Sistema interativo de TV Digital com Ginga-J

No início de 2009, os estudantes de Sistema de Informação do Centro Universitário de Votuporanga ( UNIFEV ), Caio César Pereira de Souza e Rodrigo Gonçalves Constantino me apresentaram uma proposta para que eu fosse co-orientador junto ao professor orientador Djalma Domingos da Silva , em seu Trabalho de conclusão de curso (TCC) com tema TV Digital. A base que motivou o assunto, foi a palestra apresentada por Maurício Leal na I Conferência Java Noroeste sobre o tema TV Digital, realizada em 2006 em Votuporanga-SP. Ficamos muito entusiasmados com a possibilidade de interatividade na TV Digital, e a grande quantidade de possibilidades de desenvolvimento de aplicativos nesta área. Acompanhamos de perto as notícias na imprensa e todo o esforço e iniciativas realizadas pelo Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) , que organizou e produziu especificações ABNT, normatizando o sistema de TV Digital Terrestre. O foco do TCC foi realizar o desenvolvimento de uma pequena ...